O Manual de Metodologias de Bioinsumos, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em 2025, estabelece um novo marco regulatório para a análise de bioinsumos e para o registro de produtos biológicos no Brasil.
O documento define, de forma clara, quais metodologias podem ser utilizadas, como devem ser validadas e qual nível de documentação é exigido para que um produto seja aceito no processo de registro.
Um dos principais avanços do Manual é a incorporação definitiva das técnicas moleculares para bioinsumos, como o sequenciamento genético e o qPCR, como ferramentas oficiais para identificação e quantificação de microrganismos.
O que muda com o Manual de Metodologias de Bioinsumos
Até a publicação do Manual, muitas análises de bioinsumos eram baseadas exclusivamente em metodologias clássicas, como isolamento, plaqueamento e avaliação morfológica.
Com a evolução do setor, surgiram produtos cada vez mais complexos, incluindo:
- bioinsumos com novas cepas;
- produtos com cepas exclusivas;
- formulações com misturas de microrganismos;
- produtos em que a diferenciação por métodos clássicos não é possível.
O Manual reconhece esse cenário e estabelece que, nesses casos, a biologia molecular é essencial, desde que acompanhada de validação metodológica robusta.
O Manual como guia para o registro de bioinsumos inovadores
O registro de bioinsumos no MAPA passa a ser guiado diretamente pelo Manual de Metodologias de Bioinsumos.
Sempre que uma empresa pretende registrar um produto:
- com microrganismos não contemplados por métodos normatizados;
- com cepas que não podem ser diferenciadas por microbiologia clássica;
- ou com misturas que inviabilizam o plaqueamento,
o MAPA exige a apresentação de um dossiê completo de validação da metodologia utilizada.
Essa validação não é genérica. Ela deve ser:
- específica para o produto;
- específica para a cepa;
- específica para a matriz da formulação.
Todos os ensaios, parâmetros e critérios estão explicitamente descritos no Manual.
Biologia molecular aplicada à análise de bioinsumos
O Manual consolida a biologia molecular como técnica estratégica para análise de bioinsumos, especialmente quando o objetivo é garantir segurança regulatória, rastreabilidade e reprodutibilidade.
Entre as principais técnicas reconhecidas estão:
- sequenciamento de genoma completo;
- qPCR para identificação de cepas;
- qPCR para quantificação de microrganismos.
No entanto, o uso dessas técnicas exige documentação rigorosa, com validações analíticas que comprovem desempenho real.
A GoGenetic e a interpretação técnica do Manual de Bioinsumos
A GoGenetic realizou um estudo aprofundado do Manual de Metodologias de Bioinsumos, analisando não apenas o texto normativo, mas também a forma como o MAPA avalia os processos na prática.
Esse trabalho permitiu mapear:
- quais ensaios são obrigatórios;
- quais parâmetros o MAPA analisa com maior rigor;
- quais falhas mais comuns levam à não aceitação de metodologias;
- como estruturar dossiês completos e consistentes.
Com isso, a GoGenetic está preparada para executar os ensaios laboratoriais e produzir os dossiês técnicos exatamente nos moldes exigidos pelo MAPA para o registro de bioinsumos.
Serviços para registro de bioinsumos conforme o Manual do MAPA
A GoGenetic oferece três serviços distintos, que podem ser contratados de forma integrada ou separada, conforme a necessidade regulatória de cada produto.
1. Dossiê de Identificação Taxonômica por Sequenciamento (Genoma Completo)
O sequenciamento de genoma completo é a técnica mais precisa para confirmar a identidade de uma cepa e diferenciá-la de microrganismos geneticamente próximos.
O Manual de Metodologias de Bioinsumos recomenda o uso de análises como:
- ANI (Average Nucleotide Identity);
- filogenômica comparativa.
Essas análises permitem demonstrar, de forma robusta, a posição taxonômica da cepa e sua singularidade.
Objetivo do dossiê
Comprovar a identidade taxonômica da cepa registrada e diferenciá-la de cepas próximas.
O que a GoGenetic realiza
- Sequenciamento de genoma completo com alta cobertura;
- Montagem, anotação e análise bioinformática;
- Comparação com bancos de dados internacionais;
- Demonstração da exclusividade da cepa;
- Elaboração do relatório técnico exigido pelo MAPA.
2. Dossiê de Validação de Metodologia – qPCR para Identificação
O qPCR para identificação de cepas só pode ser utilizado no registro de bioinsumos quando acompanhado de validação analítica completa, conforme o Manual.
Essa validação deve demonstrar:
- especificidade da amplificação;
- ausência de reações cruzadas;
- sensibilidade e repetitividade;
- limites analíticos compatíveis com o controle oficial.
Objetivo do dossiê
Garantir que o método identifica exclusivamente a cepa declarada no registro.
Atuação da GoGenetic
- Desenho de primers específicos;
- Testes de especificidade e desempenho;
- Validação conforme critérios do Manual;
- Estruturação completa do dossiê técnico.
3. Dossiê de Validação de Metodologia – qPCR para Quantificação
A validação de metodologia por qPCR para quantificação é uma das etapas mais críticas e detalhadas do Manual de Metodologias de Bioinsumos (MAPA, 2025), especialmente quando o objetivo é garantir que os resultados representem, de forma fiel, a quantidade efetiva de microrganismos viáveis no produto.
O Manual deixa claro que a quantificação por técnicas moleculares deve ser acompanhada de estratégias que evitem a superestimação de resultados, principalmente em produtos biológicos sujeitos a variações de viabilidade ao longo do tempo, da formulação e das condições de armazenamento.
Seleção de células viáveis na quantificação por qPCR
Em produtos biológicos, parte do DNA presente pode estar associada a células não viáveis ou DNA livre, o que pode comprometer a correlação entre o resultado molecular e a eficácia real do produto. Por isso, o MAPA exige que a metodologia de quantificação considere, sempre que aplicável, abordagens que privilegiem a detecção de células viáveis.
No contexto do Manual, isso implica:
- avaliação crítica da metodologia empregada para evitar amplificação de DNA de células inviáveis;
- demonstração de que o método quantifica, de forma consistente, a fração biologicamente relevante do microrganismo;
- comparação com metodologias de referência quando aplicável, justificando tecnicamente eventuais diferenças observadas.
A seleção de células viáveis deve estar claramente descrita no relatório de validação, incluindo:
- princípios adotados para discriminar DNA de células viáveis e não viáveis;
- impactos dessa seleção na eficiência, linearidade e limites de detecção;
- limitações conhecidas e como elas são tratadas na interpretação dos resultados.
Parâmetros exigidos na validação de quantificação
Conforme o Manual de Metodologias de Bioinsumos, a validação do qPCR para quantificação deve demonstrar, no mínimo:
- linearidade e eficiência de amplificação;
- limites de detecção (LOD) e quantificação (LOQ);
- reprodutibilidade e robustez do método;
- comportamento do ensaio na matriz real do produto;
- consistência dos resultados após aplicação da estratégia de seleção de células viáveis.
Objetivo do dossiê
Validar a metodologia utilizada para quantificar o microrganismo no produto, assegurando que os resultados reflitam quantidade, desempenho analítico e relevância biológica, conforme os critérios exigidos pelo MAPA para o registro de bioinsumos.
Atuação da GoGenetic
A GoGenetic estrutura a validação de qPCR para quantificação considerando:
- estratégias técnicas para seleção de células viáveis, quando aplicável ao produto;
- delineamentos experimentais alinhados ao Manual;
- avaliação estatística completa dos parâmetros exigidos;
- comparação com métodos de referência, quando necessária;
- elaboração de um dossiê técnico robusto, claro e reprodutível, pronto para submissão ao MAPA.
Novo cenário regulatório exige validação e documentação
O Manual de Metodologias de Bioinsumos deixa claro que, para o registro de bioinsumos, não basta realizar análises laboratoriais.
É necessário:
- validar metodologias;
- documentar cada etapa;
- comprovar desempenho, limites e reprodutibilidade;
- apresentar dossiês técnicos completos.
A GoGenetic atua exatamente nesse ponto crítico, conectando biologia molecular, bioinformática e exigência regulatória, para transformar inovação científica em produtos biológicos registrados e conformes com o MAPA.
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